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Diário Medicina Preventiva

Uma intensa viagem pelo dia-a-dia de uma estudante de Medicina e, além disso, algumas indicações sobre a importância da prevenção para preservarmos a nossa saúde.

Diário Medicina Preventiva

Uma intensa viagem pelo dia-a-dia de uma estudante de Medicina e, além disso, algumas indicações sobre a importância da prevenção para preservarmos a nossa saúde.

13.Abr.07

A ACTIVIDADE FÍSICA E A SAÚDE

A actividade física é qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos de que resulta um aumento substancial de gastos energéticos (OMS). O exercício físico é uma forma de actividade física, geralmente realizado repetidamente, num período extenso de tempo e com um objectivo específico.

A condição física, que a OMS define como a capacidade para realizar trabalho de forma satisfatória, surge muitas vezes associada ao estado de saúde de um indivíduo.

Como exemplo, o componente morfológico, em que podemos referir o índice de massa corporal, a percentagem e distribuição da gordura corporal. No âmbito da prevenção é importante um controlo destes indicadores morfológicos, já que é uma forma de vigiar casos de hiperinsulinêmia e consequentemente diabetes mellitus, deslipidêmias, …

A componente morfológica da condição física está ainda relacionada com a tendência a desenvolver fracturas ósseas, a densidade óssea e a osteoporose. Mais uma vez no sentido de reduzir estes problemas ósseos revela-se a prática de actividade física regular, mas também uma dieta equilibrada e evitar o consumo de tabaco. A condição física está, no entanto, condicionada por factores hereditários, no que toca a componente morfológica.

Outra componente da condição física que se relaciona com a saúde é a muscular. A actividade física aumenta substancialmente a força muscular e, assim, diminui a ocorrência de cervicalgias, lombalgias e, mesmo, incapacidade física.

Actualmente, o componente cardiorespiratório é o mais afectado por problemas de saúde, entre os componentes da condição física. Entre estas patologias surgem as principais causas de morte no nosso país: cardiopatias isquémicas e AVC. Mais uma vez a actividade física revela-se fulcral na prevenção destas doenças.

Por fim, também o componente metabólico se revela importante nas questões relacionadas com a saúde. Por exemplo, no metabolismo dos glícidos, a tolerância à glicose está condicionada pela prática de exercício físico e, por isso este revela-se importante na prevenção da diabetes mellitus tipo II. No metabolismo lipídico, um exercício físico regular permite a manutenção de baixos níveis de colesterol LDL (evita a deposição deste nas paredes dos vasos sanguíneos), níveis altos de HDL e controlo dos triglicéridos e, por conseguinte, permite a prevenção das doenças ateroscleróticas.

Concluindo a actividade física traduz-se em inúmeros benefícios para a saúde como a redução e prevenção da osteoporose, patologias da coluna vertebral, morte prematura, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus, hipertensão,… aumenta também o bem estar psicológico e a qualidade de vida dos indivíduos. No sentido de uma prevenção terciária, esta prática previne ainda a doença pulmonar obstrutiva crónica, asma brônquica, cardiopatia isquémica, acidente vascular cerebral, doença vascular periférica obesidade, …

Um estudo recente da Marktest revela que 1,5 milhões de portugueses frequentam ginásios, clubes, health clubes ou academias. 17,9% é o actual universo destes frequentadores, contra os 14,9% registados em 2000.

 

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